Aneurisma Cerebral Sintomas Neurocirurgião Alexandre Raváglia

Tratamento para Aneurisma Cerebral em Brasília

Sintomas Aneurisma Cerebral

A incidência de hemorragia por ruptura de aneurisma cerebral varia de acordo com a população, sendo mais prevalente no Japão e Finlândia (acomete cerca de 20 a 27 pessoas para cada 100.000 habitantes), sendo que a média mundial é de 10 pessoas para cada 100.000 habitantes. Atualmente, com a maior disponibilidade de recursos radiológicos diagnósticos, estamos cada vez mais localizando precocemente estas patologias, que no geral seguem assintomáticas na população. Associado com as modernas técnicas de tratamento neurocirúrgico e endovascular, estamos aos poucos, mudando um pouco a evolução destas doenças.

O que é Aneurisma Cerebral?

As artérias do nosso corpo são vasos sanguíneos com uma parede muscular bem resistente, capazes de suportar a pressão com que o sangue passa por dentro delas. Se por algum motivo um ponto da artéria se tornar mais fraco, ela deixará de ser capaz de suportar a pressão sanguínea, cedendo lentamente, formando uma área dilatada, como se fosse um balão. Daí o nome aneurisma sacular.

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Os aneurismas são mais comuns nas mulheres e em pessoas acima dos 50 anos. O problema é que , são patologias que cursam sem gerar sintomas , e estes sintomas só aparecem quando o aneurisma se rompe , o que é um evento extremamente dramático em que 80% dos pacientes falecem antes de conseguirem chegar ao hospital e 50% morrem mesmo após serem socorridos. E mesmo quando o paciente sobrevive a uma hemorragia cerebral, 50% ficam com sequelas neurológicas.

Diagnostico do Aneurisma Cerebral

O diagnostico dos aneurismas cerebrais pode ser feito através de exames radiológicos como angio-tomografia ou angio-ressonancia dos vasos intracranianos, mas ainda hoje o método investigativo de escolha é a angiografia cerebral.

Tratamento do Aneurisma Cerebral

A decisão de se tratar um aneurisma cerebral não roto depende do risco de rotura que o mesmo apresenta a curto/médio prazo. Aneurismas pequenos em locais com baixo índice de sangramento podem ser apenas observados.

No caso de aneurismas grandes, com elevado risco de rompimento, ou nos aneurismas que já se romperam, o tratamento segue um protocolo complexo em que vários fatores serão analisadas com objetivo de decidir qual a melhor opção terapêutica que pode ser através de uma cirurgia convencional ou através de um processo de embolização que se trata de um cateterismo onde o cirurgião insere um micro-cateter em uma artéria, geralmente na virilha, que é empurrado através de seu corpo até o aneurisma. Ao chegar no aneurisma, um fio de platina maleável é implantado dentro do mesmo, interrompendo o fluxo sanguíneo e provocando uma trombose do aneurisma.

Atualmente, em alguns casos selecionados, estamos usando sistemas de stents que desviam o fluxo do interior do aneurisma, promovendo assim sua exclusão da circulação . São os chamados Stents de Fluxo.

O que é Angioma Cavernoso?

Angioma Cavernoso tratamento em Brasília

O angioma cavernoso também é uma doença relativamente rara, conhecido como malformação cavernosa, hemangioma cavernoso, cavernoma ou malformação arteriovenosa criptogênica. Pode estar localizado no encéfalo (cérebro e cerebelo), medula espinhal (coluna) e nervos cranianos. Acredita-se que na maioria das vezes estas lesões sejam congênitas.

A Ressonância Nuclear Magnética é bastante sensível e específica para se fazer o diagnóstico, diferenciar de tumores e programar o tipo de tratamento.

Há três principais tipos de manifestação clínica:

  • Crises epilépticas;
  • Dor de cabeça e dano neurológico progressivo
  • Sangramento no sistema nervoso (cerebral, cerebelar ou medular) com dano neurológico súbito.

É importante conhecer o risco de sangramento destas lesões para que se possa programar o tratamento. Vários fatores incluindo idade, sexo, localização, tamanho, multiplicidade e forma de apresentação clínica tornam complexa essa avaliação, mas de uma forma geral, varia de 0,25% a 3,8% por ano.

A idade também é um fator de risco, com maior probabilidade de sangramento em jovens. Os pacientes sem sintomas devem ser observados, pois eles podem assim permanecer por tempo indefinido. O tratamento conservador também deve ser considerado se a malformação estiver associada com epilepsia bem controlada clinicamente, e se o paciente for idoso ou não apresentar condições clínicas para o tratamento cirúrgico. Se a malformação estiver localizada em região crítica do cérebro, e o paciente apresentar apenas uma hemorragia ou sintomas mínimos o tratamento também é conservador. No tratamento conservador, sugere-se acompanhamento clínico e radiológico com Ressonância Magnética a cada 6 meses por 2 anos e se a lesão permanecer estável, pode-se ampliar o intervalo para 1 ano.

As lesões que causam sintomas devem ser tratadas cirurgicamente, o que leva a maior expectativa e melhor qualidade de vida. Em pacientes com história curta e benigna de epilepsia, a remoção do angioma cavernoso e do hematoma adjacente está associada a alta taxa de sucesso no controle de crises epilépticas.

Tratamento com radioterapia ou radio cirurgia não deve ser considerado, pois não há evidência de benefício e portanto não compensam as complicações envolvidas nesses procedimentos.

O que é Malformações Arteriovenosas Cerebrais MAV?

Malformações Arteriovenosas Cerebrais MAV

Trata-se de uma comunicação direta entre uma artéria e uma veia, sem haver a formação de uma rede de capilares para amortecer. Desta forma temos uma situação em que as veias recebem sangue diretamente das artérias sem haver um tecido cerebral para amortecer a pressão arterial , sobre-carregando desta forma, as veias que se tornam dilatadas podendo determinar hemorragias cerebrais.

O Diagnostico normalmente é realizado em exames de rotina como tomografias e ressonâncias de crânio que podem identificar o problema. Mas aqui também, o exame de escolha, é a angiografia cerebral que vai determinar qual a melhor forma tratamento a ser realizado . O tratamento das MAVs também segue um protocolo em que são observados o vários detalhes da angiografia cerebral como tamanho desta malformação , sua localização e outros fatores.

Aqui cabe explicar que existem 2 grupos de malformações arteriovenosas:

A) - aquelas que sangraram (ou seja, o paciente teve uma hemorragia, ou AVC hemorrágico devido à ruptura de uma MAV, aneurisma arterial ou venoso).

B) - aquelas que se manifestam somente com sintomas de não sangramento: crises convulsivas, déficit neurológico ou dor de cabeça, etc.

Para o primeiro grupo, não há grande discordância entre os especialista sobre a necessidade de se tratar. E há três métodos de tratamento que são utilizados, às vezes isoladamente ou combinados entre si: cirurgia, embolização, ou radio cirurgia.

Cirurgia fica reservada para aquelas malformações que tem localização de fácil acesso, em áreas cerebrais passiveis de ser ressecado e de tamanho menor que 2 cm. É um procedimento que tem a vantagem de ser curativa em apenas uma intervenção cirúrgica.

Embolização é o procedimento de escolha para aquelas malformações de grande volume e de localização mais profunda em áreas importantes do cérebro que não podem ser ressecadas, geralmente é feita em varias sessões de tratamento onde vai se embolizar progressivamente o conteúdo da malformação, não se recomenda a total embolização de uma malformação em apenas uma sessão dado os riscos de edema cerebral associado.

Radio cirurgia também pode ser usada em alguns casos, nos pacientes com risco de ressangramento ela pode não ser útil, pois os seus resultados terapêuticos são efetivos depois de um a dois anos do tratamento, ficando desprotegido de um ressangramento neste intervalo.

Já para o grupo que não sangrou, a conduta ainda é controversa, em um grande numero dos casos pode-se adotar uma conduta conservadora.